quarta-feira, 13 de julho de 2011

Massagem uroginecológica, o único tratamento para a dispareunia



Olá muriaenses! 

No meu quarto artigo para o Muriaé na Web, vou explicar como é feita a massagem uroginecológica, o único tratamento que melhora a dispareunia. Quem já sentiu um ardor durante a relação sexual? Em especial, durante ou após a penetração? É claro que toda regra tem sua exceção, mas para quem tem esses sintomas, principalente, durante a relação sexual é melhor procurar um especialista. 

Na Unifesp – EPM (Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina), eu descobri que a dispareunia, a dor durante a relação sexual, é mais comum em nós, mulheres, do que a endometriose. Se hoje, a endometriose atinge cerca de 12 milhões de brasileiras, imagina o número das que sentem dor durante o sexo, que tem a dispareunia. E, digo: a dor é horrorosa! Muito, mas muito pior do que as dores causadas pela endometriose. 

Segundo especialistas é dor mais incapacitante que existe. O que fazer para a mulher voltar a ter relações sexuais numa boa? A fisioterapia uroginecológica. O que é isso? Eu também levei um susto quando ouvi qual seria o tratamento que eu teria que fazer. Quando você está com um torcicolo ou com uma tensão no ombro, por exemplo, o que você faz pra melhorar? Massagem, certo!? Então, como o ombro, a vagina também é formada por músculos. Portanto, a massagem uroginecológica nada mais é do que massagear toda a musculadora da vagina, ou seja, todo o assoalho pélvico utilizando os dedos. É isso mesmo, os nódulos de tensão que se formam dentro da vagina têm que ser dissolvidos com os dedos da fisioterapia. Por isso, ela tem o nome de uroginecológica. 

Para realizar a massagem, a mulher fica e posição ginecológica, como se estivesse em um ginecologista. Aí, com as pernas abertas, as fisios começam a massagear toda a muscularura da vagina. Carinhosamente, elas começam a dissolver nódulo por nódulo. Eu fiz questão de dizer ‘carinhosamente’, porque elas fazem com muito amor. Não é fácil ser paciente da massagem uroginecológica, mas também não é fácil fazê-la. O recomendado é no mínimo 10 sessões. Mas, eu estava tão debilitada que estou lá desde outubro de 2009. A minha situação era muito crítica. Não sei se tem outro caso lá igual ao meu. Não era raro, eu chorar durante as sessões. Era muita dor que eu sentia. Mas, as minhas lágrimas, também eram de alívio e por imaginar o quanto nós, seres humanos, não valemos nada. Outro motivo que me fazia chorar é ver o carinho que essas meninas (esse era o apelido carinhoso que as chamavam) tinham por suas pacientes. Eu imaginava? E, se não existisse essa especialidade na fisioterapia? Ah, mas graças a Deus existe! 

Religiosamente, toda quarta-feira, às 15hs, o meu horário, lá estava eu, na Unifesp. Perdi muitos e muitos trabalhos por conta da fisio, pois, como é do SUS (Sistema Único de Saúde) é difícil trocar o horário. Toda semana, os nódulos de tensão estavam lá. Ardia muito.  Eles eram desfeitos numa semana, na outra, lá estavam ele de novo. Um saco! Infelizmente, nenhum convênio médico cobre a fisio uroginecológica. É muito político roubando e que não estão nem aí com a saúde dos brasileiros. Eu falo isso, porque graças à empresa da minha mãe, eu tenho um bom convênio. Mas nenhum plano cobre a tal fisio. É uma palhaçada isso. No começo, eu não me conformava. Ainda mais eu, que precisava trabalhar.  

A massagem uroginecológica, eu fiz até fevereiro de 2011. Depois, como eu não estava tendo relações, elas começaram a dissolver os nódulos de tensão de todo o meu corpo, músculo por músculo. Nossa, uma loucura! Ainda não sei se estou completamente recuperada, mas guardo todas as fisioterapeutas com muito carinho. Passei por umas cinco, sem contar as coordenadoras, que me tratavam nos períodos das férias. 

Se alguém sente esses sintomas: dor durante ou após a peneração e ardor, é preciso procurar urgentemente um tratamento. Na Unifesp, o carinho é tão grande que não parece que é SUS, é como se fosse uma consulta particular. No próximo artigo, eu vou falar mais sobre a dispareunia e o tratamento. Como eu comecei a trabalhar, graças a Deus, eu estou mais ausente tanto do blog, quanto do site. Só para vocês entenderem o quanto esse trabalho é importante, pois, fiquei quase dois anos sem um só vivendo em função da endo, da dispareunia, da fisio, eu parei até a minha fisioterapia na Unifesp. Estou esperando vagar um horário mais cedo, pois, não posso perder a oportunidade de ótimo trabalho. 

Beijos com carinho!

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